História
O Club Atlético River Plate, simplesmente conhecido como River Plate, é um clube desportivo profissional argentino sediado no bairro de Belgrano, em Buenos Aires. Fundado em 1901, o clube tem supostamente o nome em inglês para o estuário da cidade, Río de la Plata, pois a tradução literal para o inglês não é essa. Manda os seus jogos no Estadio Monumental, sendo o maior estádio do continente sul-americano com 85,018 espectadores.
Embora muitos esportes sejam praticados pelo clube, o River Plate é mais conhecido pelo seu time de futebol profissional, um dos que possuem maior sucesso na Argentina. O clube conquistou a liga argentina um recorde de 38 vezes. River Plate também ganhou 16 copas nacionais, tornando a equipe mais bem-sucedida da Argentina em competições domésticas. A nível internacional, o River ganhou quatro Copa Libertadores, uma Supercopa Sul-Americana, uma Copa Sul-Americana e três Recopa Sul-Americana, além de uma Copa Intercontinental e uma Copa Interamericana.
O River Plate faz parte dos clubes chamados de "cinco grandes" do futebol argentino. Faz com o Boca Juniors o maior clássico da Argentina, conhecido como Superclásico. Em 2025, o River teve a maior média de público em casa de qualquer clube de futebol do mundo, com 85.018 espectadores por partida. Notáveis jogadores que já passaram pelo River incluem José Manuel Moreno, Ángel Labruna, Adolfo Pedernera, Alfredo Di Stéfano, Norberto Alonso, Daniel Passarella, Mario Kempes, Enzo Francescoli, Gonzalo Montiel, Julián Alvarez, Enzo Fernández, entre outros.
Ler toda a história
O River Plate foi fundado no bairro de La Boca, em Buenos Aires, em 25 de maio de 1901. Foi formado pela junção de dois clubes, Santa Rosa e La Rosales, com Leopoldo Bard eleito como o primeiro presidente. O nome River Plate foi escolhido por causa de um incidente durante a construção do Porto de Buenos Aires: um dos membros tinha visto como os trabalhadores do Dique nº 3 deixaram seus deveres por um tempo para jogar uma partida de futebol. As caixas com as quais eles estavam trabalhando diziam apenas "The River Plate" (o nome que os ingleses deram ao Río de la Plata) e essa inscrição foi tomada para nomear o novo clube.
O clube se afiliou à Argentine Football Association (atualmente Asociación del Fútbol Argentino) em 1905, começando pela terceira divisão e, três anos depois, foi promovido à primeira divisão.
Milionários e vencedores (anos 1930)
Com a adoção do profissionalismo no futebol argentino em 1931, o River Plate se transformou na instituição esportiva mais importante da Argentina e um exemplo a ser seguido no mundo. Tinha o maior número de sócios: 14.900 e um estádio de luxo nas avenidas Alvear y Tagle, em Palermo.
Devido a compra do ponta-direita Carlos Desiderio Peucelle por 10 mil pesos, o River ganhou a alcunha de Los Millonarios. Acabou em terceiro. Em 1932 investiu 105 mil pesos na aquisição de vários jogadores e atraiu multidões aos estádios rumo a seu primeiro título profissional.
Bernabé Ferreyra (comprado por 35 mil pesos) causou uma grande comoção no futebol argentino, e com ele, o River montou um grande time. O River acabou empatado na liderança com o Independiente, mas venceu o jogo de desempate por 3-0. Bernabé foi o artilheiro do campeonato, com 43 gols.
Em 1933, o River não fez uma boa campanha, mas venceu o Boca (3-1) pela primeira vez na era do profissionalismo na última rodada do campeonato e impediu o eterno rival de levantar a taça.
Em 1935, pagou 37.500 pesos pelo meia José Maria Minella, do Gimnasia e ainda revelou José Manuel Moreno e Adolfo Pedernera, peças indispensáveis para os próximos anos do clube. Em 1936, o River derrotou o Boca pela primeira vez como visitante (3-2). E ainda conquistou o título vencendo o San Lorenzo por 4-2, no campo do Independiente.
Em 1937, o campeonato foi conquistado com um aproveitamento de 85% no 2º turno. A principal figura (e artilheiro do time) foi Moreno, um jogador completo que é considerado por muitos como o melhor da história do River. Esse foi o 1º bicampeonato da história do clube.
Em 25 de Maio de 1938, o River realizou um sonho: a inauguração do Estádio Monumental de Nuñez. O ano de 1939 marcou a aposentadoria do primeiro grande ídolo do clube, Bernabé Ferreyra, que marcou 187 gols em 185 jogos, e a estreia de Ángel Amadeo Labruna, que seria o ídolo máximo da história do clube.
Período mágico (anos 1940)
Os anos dourados do time foram durante a década de 1940, anos que os formidáveis times do River passeavam com seu futebol vistoso por todos os cantos da Argentina.
O título de 1941 foi conquistado sobre o San Lorenzo. Além disso, goleou o Boca por 5 a 1, em Núñez. No ano seguinte, apareceu ¨La Máquina¨, o melhor time da história do profissionalismo argentino, que conquistou o Campeonato em La Bombonera com um empate por 2-2 (gols de Pedernera) depois de estar perdendo por 2 a 0 e com um jogador a menos. Anteriormente, o Boca já havia sido derrotado no Monumental com um categórico 4-0.
Esse foi um dos melhores times da história do futebol, tanto coletivamente quanto individualmente. Os adversários penavam contra a linha de frente composta por Juan Carlos Muñoz, José Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e Félix Loustau. Infelizmente, essa linha de frente não teve oportunidades de disputar Copas do Mundo devido à Segunda Guerra Mundial.
Labruna foi o artilheiro do Campeonato de 1943 com 23 gols, ano em que o River foi 2º. Com a saída de Moreno e de Bruno Rodolfi, foi incorporado um volante central de luxo, Néstor Rossi, que veio das divisões de base.
Os 25 gols de Labruna (artilheiro do ano) em 1945 ajudaram o clube na conquista do seu 6º campeonato. Já para 1946, foi concretizada a volta de Moreno. O espetacular atacante Alfredo Di Stéfano apareceu como artilheiro no ano de 1947, ano que o River foi novamente campeão. Seus 27 gols o consagraram como artilheiro, seguido por Labruna, Moreno e Loustau, mas este ano será lembrado pelo traumático empate que deu a conquista do Campeonato Sul-Americano de Campeões de 1948 para o Vasco da Gama (o famoso Expresso da Vitória), competição precursora da Copa Libertadores da América.
A dominação riverplatense sobre os rivais foi acabando com a década mas ainda restaram alguns sucessos, como as vitórias sobre o Boca - primeiro em La Bombonera em 1948 e depois em Núñez em 1949 por 1 a 0, com gol de Labruna (maior artilheiro da história do Superclásico com 16 gols).
Superioridade absoluta (anos 1950)
A década de 1950 será sempre lembrada pela marca estabelecida pelo River Plate: cinco títulos em seis anos. Se não fosse por 1954 (ano sem título), o recorde ainda estaria vigente.
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Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 1 | M. Bergia | ||
| 12 | R. Martínez |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 2 | G. Fernández | ||
| 2 | U. Yegros | ||
| 3 | L. Moscoloni | ||
| 3 | N. Ramos | ||
| 3 | Enzo Wattier | ||
| 6 | F. Ponce | ||
| 11 | L. Flores | ||
| 14 | R. Ramírez | ||
| 14 | A. Solveyra | ||
| 16 | A. Gonzalez |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 5 | F. Soloa | ||
| 7 | J. Bonifacio | ||
| 8 | E. Pepino | ||
| 13 | V. Mondino | ||
| 13 | M. Morello | ||
| 16 | J. Capurro | ||
| 16 | M. Fernandez | ||
| 17 | F. Jourdan | ||
| 17 | Thomas Rojas | ||
| 19 | Juan Ignacio Cavallaro |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 4 | N. Cainelli | ||
| 7 | M. Moreno | ||
| 9 | L. Albertengo | ||
| 10 | A. Obando | ||
| 11 | C. Esparza | ||
| 17 | M. Pardo | ||
| 18 | M. Quiroga | ||
| 20 | I. Protti | ||
| 20 | A. Rodríguez |