História
O Clube de Futebol "Os Belenenses" ComC • OB, mais conhecido como Os Belenenses ou simplesmente Belenenses, é um clube português fundado a 23 de setembro de 1919, tem sede em Lisboa, na freguesia de Santa Maria de Belém e realiza os seus jogos no Estádio do Restelo, que é sua propriedade.
Os momentos mais significativos da sua história foram as conquistas das 3 Taças de Portugal e de 1 título da Primeira Liga, incluindo em seu cartel mais 3 conquistas do antigo Campeonato de Portugal, um total de 7 títulos nacionais de primeira linha. O clube ostenta ainda 4 vice campeonatos e 13 terceiros lugares no principal campeonato de Portugal, a 4ª melhor performance entre os clubes lusitanos.
Em 1933, o Belenenses era um dos mais poderosos clubes de futebol em Portugal: tinha 3 Campeonatos de Portugal, tal como o Porto, contra 2 do Benfica, 1 do Sporting, 1 do Olhanense, 1 do Marítimo e 1 do Carcavelinhos, e era também o clube com mais jogadores presentes na Seleção Portuguesa desde o início da atividade desta. Manteve essa posição até 1935, e a segunda posição até 1951. Ainda hoje é o quarto clube com mais internacionalizações, com cerca do dobro do quinto e sexto colocados (Boavista FC e Vitória de Setúbal).
Daí que os grandes rivais do Belenenses sejam Benfica, Sporting e Porto, para além dos mais recentes Vitória de Setúbal e Boavista. Até 1982, o Belenenses pertencia ao quarteto dos "Grandes", porém nesse ano, pela primeira vez na sua história, o clube foi despromovido à II Divisão, passando a serem considerados apenas "3 Grandes". Por essa razão, ainda hoje muitos consideram este clube um dos 4.º Grandes, pelo seu historial, títulos e pelas estatísticas de diferença de golos e acumulado de pontos no campeonato, que o colocam num patamar diferenciado sobre os restantes clubes. Era também o 4.º clube (5.º, sendo ultrapassado pelo Vitória de Guimarães) com mais participações na Primeira Liga até 2018, época em que aconteceu a rutura da estrutura da Sad com o Clube e consequente reinício de funções na AF Lisboa.
Ler toda a história
Fundação
No início do século XX já tinha havido em Belém aquele que seria o germe aglutinador do Belenenses, o Sport União Belenense que, não resistindo à evolução do futebol, acabou por se extinguir em 1919, precisamente o ano de fundação do Clube de Futebol “Os Belenenses”.
Assim, foi numa “noite de verão” (como descreve Acácio Rosa) que, num banco de jardim, Artur José Pereira reuniu os primeiros entusiastas: o seu irmão Francisco Pereira, Henrique Costa, Carlos Sobral, Joaquim Dias, Júlio Teixeira Gomes, Manuel Veloso e Romualdo Bogalho. Depois desse encontro a ideia do novo clube foi submetida ao juízo de Virgílio Paula e Francisco Reis Gonçalves. Várias reuniões sucederam-se, com mais intervenientes ainda, até que a uma terça-feira, 23 de Setembro, na Praça Afonso de Albuquerque, decidiu-se a fundação do novo Clube: o Clube de Futebol “Os Belenenses”.
Destaque-se também que muitos desses fundadores eram ex-jogadores do Sport Lisboa e Benfica e do Sporting Clube de Portugal, que abandonaram os seus clubes de forma a fundarem um novo, representativo do seu bairro, o bairro de Belém. Para a história ficou a frase de Francisco Stromp, figura máxima do Sporting, que, quando questionado sobre o abandono de Artur José Pereira, terá reagido da seguinte maneira: “o Artur que vá à merda e funde o tal clube em Belém!”. Também é de notar que ao contrário dos clubes da época, foi adotada a designação “Clube de Futebol”, à portuguesa, e não “Futebol Clube”.
Em 30 de novembro de 1919, o Belenenses disputou o primeiro jogo da sua história, defrontando o Vitória de Setúbal no campo do Sporting, no Campo Grande. A partida, realizada no âmbito da Taça Associação, terminou com a vitória do clube sadino por 1–0.
Entre o final da década de 1920 e o início da década de 1930, o Belenenses conquistou por três vezes o Campeonato de Portugal, vencendo a competição nas temporadas de 1926–27, 1928–29 e 1932–33.
Em 7 ou 8 anos de ouro, o Belenenses foi 3 vezes campeão de Portugal (1927, 1929 e 1933) e 2 vezes vice-campeão (1926 e 1932). Além disso, numa prova que ao tempo tinha imensa importância, foi, no mesmo período, 4 vezes campeão de Lisboa: 1926, 1929, 1930 e 1932. Ou seja, nestas 8 épocas, só numa delas não foi conquistado nenhum troféu (1928).
Década 1920
Apesar de recentemente criado e muitos lhe terem vaticinado um fim rápido, o Belenenses cedo se impôs como um dos maiores clubes de Portugal desde o Campo do Pau de Fio, nome dado devido ao poste de telégrafo situado no terreno e logo em 1919/20 marcou presença na final do Campeonato de Lisboa, perdendo contra o Benfica.
Em 10 de junho de 1921, o Belenenses disputou o seu primeiro encontro internacional, vencendo o Sevilla por 2–0 no Estádio do Lumiar.
A época 1925/26 marca o início da grande afirmação do Belenenses, com a conquista do Campeonato de Lisboa, em casa do Sporting, após um triunfo por 1-0 (no ano anterior havia perdido a final). Mas mais troféus seguiram-se, apesar da derrota na final do Campeonato de Portugal (1922–1938) desse ano, no ano seguinte a história foi diferente. Ao vencer por 3-0 o Vitória FC, o Belenenses sagrou-se campeão nacional, repetindo a façanha 2 anos depois, com vitória na final por 3-1 ao União de Lisboa. No fim dessa década, o Belenenses era, a par do Futebol Clube do Porto, o clube de Portugal com mais campeonatos vencidos.
Relativamente ao Campeonato de Lisboa, o Belenenses voltou a conquistá-lo em 1928/29 e 1929/30.
Em 29 de janeiro de 1928, foi inaugurado o Campo das Salésias, que serviu de casa ao Belenenses até à mudança para o Estádio do Restelo, em 1956.
O nascimento dos "15 minutos à Belenenses"
O dia 28 de Fevereiro de 1926 marcou a estreia oficial de José Manuel Soares (Pepe) pela equipa principal do Belenenses, num jogo contra o Benfica, que chegou ao intervalo a vencer por 1-0. Na segunda parte, o Belenenses recuperou da desvantagem e empatou o jogo por duas vezes (2-2), no entanto, a 15 minutos do fim o resultado sorria aos encarnados (4-2), eis que aos 80 minutos, o Belenenses reduz a desvantagem para 4-3 e três minutos depois empata o jogo. Já nos minutos finais, o árbitro assinala a grande penalidade a favor dos azuis da Cruz de Cristo. Os jogadores de Belém sentiram o peso do momento e ninguém queria assumir a responsabilidade de marcar. Augusto Silva, o capitão, aponta então para Pepe, que não se vergou e marcou o 5-4 final, sorrindo a vitória aos de Belém. Era o nascimento dos “15 minutos à Belenenses” e não mais saiu Pepe da equipa principal.
Década 1930
Nos anos 1930, o Belenenses continua a mostrar a sua grandiosidade, vencendo novamente o Campeonato de Lisboa em 1931/32 e o Campeonato de Portugal na época seguinte, estando presente na final ainda em 1931/32 e 1935/36.
Continuar a ler na Wikipédia →
Texto da Wikipédia, licença CC BY-SA 4.0
Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| João Monteiro | 14 | 0 | |
| Álvaro Ramalho | 4 | 0 | |
| Ricardo van der Laan | 0 | 0 |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Danny Henriques | 1 | 0 | |
| C. Akas | 1 | 0 | |
| T. Desrues | 1 | 0 | |
| Lucas Oliveira | 0 | 0 | |
| André Lopes | 1 | 0 | |
| Diogo Calila | 1 | 0 | |
| Jójó | 17 | 0 | |
| Luís Silva | 21 | 1 | |
| Henrique Pires | 10 | 0 | |
| Rafael Tavares | 13 | 0 | |
| L. van der Gaag | 5 | 0 |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Tomás Gutierres | 2 | 0 | |
| João Canadas | 13 | 0 | |
| António Montez | 10 | 0 | |
| Francisco Teixeira | 1 | 0 | |
| Braima Sambú | 13 | 0 | |
| Maycon | 6 | 0 | |
| Tomás Castro | 7 | 0 | |
| Rodrigo Ramos | 11 | 1 | |
| César Sousa | 16 | 2 | |
| S. Sithole | 2 | 0 | |
| J. van der Gaag | 4 | 0 |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Zack Blackwell | 17 | 1 | |
| Hugo Caeiro | 5 | 1 | |
| Gonçalo Agrelos | 18 | 0 | |
| Kenedy Santos | 3 | 0 | |
| Edgar Pacheco | 20 | 5 | |
| A. Ndour | 1 | 0 | |
| Luís Mota | 11 | 3 | |
| Ricardo Cardoso | 12 | 1 |