História
O Club de Fútbol Cruz Azul S.A. de C.V., ou simplesmente Cruz Azul, é um clube de futebol profissional mexicano com sede na Cidade do México. Fundado oficialmente em 1927 pela empresa de cimento "Cooperativa La Cruz Azul", a equipe compete na Liga MX, primeira divisão do futebol mexicano e joga seus jogos em casa no Estádio Azteca. O clube estava originalmente sediado em Jasso, Hidalgo e mudou-se para a Cidade do México em 1971. Cruz Azul é um dos sete clubes mexicanos que nunca foram rebaixados.
No ano de 1996, transferiu o mando de suas partidas para o Estádio Ciudad de los Deportes. Porém, devido a um desacordo entre os donos do recinto esportivo, e a diretoria celeste, o clube foi obrigado a retornar ao Azteca, 22 anos depois. Dessa vez, "dividindo" o mando local com o seu principal rival, o Club América.
Ostenta a marca de ser um dos maiores vencedores da história da Liga MX, com dez títulos, o clube também venceu a Copa MX quatro vezes, o Campeão dos Campeões quatro vezes, uma Supercopa MX e uma Supercopa da Liga MX. É também o maior campeão da Copa dos Campeões da CONCACAF com sete títulos, empatado com Club América. Foi o primeiro clube mexicano à chegar na final da Copa Libertadores em 2001. De acordo com pesquisas realizadas pela Consultoria Mitofsky, é a terceira equipe com mais torcedores no México, atrás do Club América e o Guadalajara primeiro e segundo respectivamente.
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O clube nasceu em 22 de maio de 1927, a partir da iniciativa de trabalhadores da fábrica de cimento "Compañía Cementos Cruz Azul", na pequena cidade de Jasso, no estado de Hidalgo. Inicialmente, a equipe atuou por mais de três décadas apenas em nível amador, em partidas contra times reservas da primeira divisão da época.
Sob a direção de Guillermo Álvarez Macías, a empresa de cimento tornou-se uma cooperativa de propriedade dos seus trabalhadores, que decidiu inscrever o clube na segunda divisão mexicana em 1960. Comandados pelo húngaro Jorge Marik, os "cementeiros" conseguiram o acesso à primeira divisão nacional quatro anos depois.
A grande surpresa ocorreu na temporada 1968/69, quando o time dirigido por Raúl Cárdenas, ganhou pela primeira vez o Campeonato Mexicano e a Copa dos Campeões da CONCACAF.
Na década de 1970, o Cruz Azul viveu seu período mais glorioso. Com uma base formada por atletas mexicanos, liderados pelos zagueiros Javier Guzmán e Ignacio Flores, e que ainda incluía estrangeiros como o goleiro argentino Miguel Marín, o zagueiro chileno Alberto Quintano, e o atacante paraguaio Eladio Vera, o clube ficou conhecido como a "Máquina Celeste", tendo conquistado seis campeonatos mexicanos e mais dois títulos da Copa dos Campeões da CONCACAF, e se firmou como uma das grandes forças futebolísticas do México. O clube também ganhou mais adeptos depois de ter deixado a sede em Jasso e migrado para a Cidade do México, passando a jogar no Estádio Azteca.
Já ao longo da década de 1980 e a primeira metade da década de 1990, o Cruz Azul amargou insucessos, tendo sido derrotado em quatro decisões do Campeonato Mexicano. O jejum de grandes conquistas só terminou na temporada 1996, com o título da Copa dos Campeões da CONCACAF, a quarta da história da equipe. Ainda naquele ano, o clube adotou o Estádio Azul, também na capital mexicana, como sua nova casa. No ano seguinte, os "cementeiros" conquistaram seu oitavo título mexicano e o seu quinto título continental.
Apesar de uma campanha de destaque na Copa Libertadores da América de 2001, que culminou no vice-campeonato do torneio mais prestigioso da América do Sul, o Cruz Azul têm vivido altos e baixos nos primeiros anos do século XXI. Foram cinco vice-campeonatos mexicanos (Clausura-2008, Apertura-2008, Apertura-2009, Clausura-2013 e Apertura-2018) e outros dois vice-campeonatos continentais (2008–09 e 2009–10).
Em 2014, o clube conquistou pela sexta vez o continental da CONCACAF, tornando-se novamente o maior campeão desse torneiro.
Sob o comando do treinador português Pedro Caixinha, o clube conquistou uma Copa do México em 2018, e a primeira edição da Leagues Cup, em 2019. Torneio realizado nos Estados Unidos, que envolvia às equipes das ligas mexicanas e americanas.
O Fim de "La Maldición"
No torneio Clausura 2021, que a equipe celeste pode enfim alcançar sua maior ambição: Ser campeão nacional após 23 anos e meio de espera.
Com uma campanha impecável, a equipe dirigida pelo treinador peruano Juan Reynoso, terminou a primeira fase com a liderança absoluta da tabela, somando em 17 jogos disputados 41 pontos, com 13 vitórias, 2 empates e apenas 2 derrotas.
Já no mata - mata, teve sua maior dificuldade, em sua partida contra o Toluca, saindo em desvantagem no primeiro jogo das quartas de final, (2×1). Mas reverteu o placar, na partida de volta, por 3×1.
Embalados nessa boa fase, empatou sem gols na partida de ida, contra o Pachuca, vindo a derrota-los na segunda partida.
Já na decisão, contra o Santos Laguna, os derrotou na partida de ida, fora de casa pelo placar mínimo de 1×0, e garantiu a tão sonhada conquista com um empate simples na partida de volta, realizada no estádio Azteca, em 1×1.
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Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 1 | A. Gudiño | ||
| 13 | R. Rodríguez | ||
| 23 | K. Mier | ||
| 30 | E. Ochoa | ||
| 61 | Bruno Salgado |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 2 | A. Mozo | ||
| 4 | W. Ditta | ||
| 5 | J. Orozco | ||
| 12 | A. Montes | ||
| 15 | R. Orquin | ||
| 16 | J. Márquez | ||
| 17 | A. García | ||
| 28 | R. Rubio | ||
| 32 | C. Jiménez | ||
| 33 | G. Piovi | ||
| 49 | J. Díaz | ||
| 66 | J. Suárez |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 3 | O. Campos | ||
| 6 | É. Lira | ||
| 8 | A. Palavecino | ||
| 10 | A. Montaño | ||
| 18 | L. Romero | ||
| 19 | C. Rodríguez | ||
| 20 | J. Paradela | ||
| 22 | J. Rodarte | ||
| 55 | R. Gonzalez | ||
| 60 | A. Castro | ||
| 67 | K. Velázquez | ||
| 68 | C. Valdivia | ||
| 70 | I. Silva | ||
| 196 | Ian Ramírez | ||
| 213 | J. Duran Islas |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 7 | N. Ibáñez | ||
| 11 | C. Ebere | ||
| 14 | J. Calero | ||
| 21 | G. Fernández | ||
| 27 | B. Gamboa | ||
| 29 | C. Rotondi | ||
| 194 | A. Morales | ||
| 214 | M. Levy | ||
| 258 | Emiliano Castaneda |