História
O Sport Clube de Freamunde é um histórico clube multidesportivo português sediado na cidade e na freguesia de Freamunde, no Distrito do Porto. É mais conhecido pela sua equipa sénior de futebol, que joga atualmente na Decathlon Liga Pro e conta com varias presenças nas divisões profissionais de Portugal. Atualmente, o SC Freamunde além do futebol tem como suas atividades desportivas, o Atletismo, Futsal e BTT.
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O Pioneirismo
Querendo premiar os dotes futebolísticos dos jovens desportistas e aliciado pela emoção desse jogo, o Padre Castro, conhecedor que o futebol atraía o operariado e a juventude, auxiliado pelo Dr. António Chaves, Armando Oliveira, Alexandrino Cruz, Francisco Carneiro e outros, resolve dar voz ao seu instinto cristão e fazer alguma coisa pelos filhos da comunidade freamundense, tomando a seu cargo o plano organizativo para a constituição de um grupo de futebol, pois nas redondezas já havia clubes similares.
O Padre Castro, que também paroquiou S. Paio Casais / Lousada e lecionou como professor de matemática no seminário dos Carvalhos / Vila Nova de Gaia, deixou-nos bem cedo mas viverá eternamente na saudade de todos e enquanto existir o Clube a que ele votou a sua existência.
Foot Ball Club. Freamundense
Antes da fundação do Sport Clube de Freamunde, existiu um clube não oficial chamado "Foot Ball Club. Freamundense". Este clube foi a primeira associação desportiva na cidade de Freamunde, mas teve uma duração efémera. Criado às pressas e sem estatutos adequados para participar nas divisões nacionais, o "Foot Ball Club. Freamundense" foi extinto no mesmo ano de sua fundação, em 1932.
O Nascimento de uma grande instituição
Eis-nos por fim chegados ao momento histórico da fundação do Clube. 19 de Março de 1933. Por curiosidade, também dia de S. José, da aprovação em plesbicito da Constituição Política da República Portuguesa do mesmo ano de 1933 e, igualmente, data comemorativa da fundação da Associação dos Socorros Mútuos Freamundense. Ainda neste dia, no nosso País, iniciavam-se os preparativos para as filmagens do primeiro sonoro «A canção de Lisboa», com António Silva, Vasco Santana e Beatriz Costa como protagonistas.
A partir daqui seria um percurso enorme pejado de dificuldades, mas de muitas glórias também. Surgiria então o primeiro «team» oficial do Freamunde Sport Clube, denominado de «Onze Vermelhos», todos ou quase todos operários da Fábrica Albino de Matos Pereiras e Barros Lda. , jovens atletas de enorme potencial.
É escusado dizer-se que nesses tempos os dirigentes - sobretudo os mais habilitados ou habilidosos, os chamados símbolos vivos do Clube - faziam de tudo: jogavam se preciso fosse, treinavam, eram funcionários, massagistas, aguadeiros e mesmo árbitros de futebol. Tanto carregavam as bolas e os sacos para os treinos como se sentavam no improvisado gabinete a congeminar a estratégia organizativa do plano semanal. Duas das principais referências, para além dos denominados Presidentes foram Adolfo Gomes Pereira e Américo Ferreira Taipa. Estes nomes «arrastaram» outros que a justiça obrigaria a incluir mas que, lamentavelmente, teremos que omitir face aos poucos livros ou documentos que se salvaram das «andanças» em que a Sede do Carvalhal se viu envolvida há duas dezenas de anos atrás.
Feitas as necessárias diligências, as dificuldades foram inicialmente ultrapassadas com o arrendamento destas terras pertencentes ao Dr. António Corrêa Teixeira Vasconcelos Portocarrero por uma importância compatível com as possibilidades do Clube.
Em Novembro de 1935 a Liga Invicta é extinta e abre-se outro campeonato que não existe nos dias de hoje: o Campeonato da Promoção. Para puder jogar nesta liga, o Sport Clube de Freamunde juntou-se assim à AF Porto e adotou as cores de hoje (camisola e meias azuis e calções brancos).
Anos 40-60 – Consolidação Regional
Entre as décadas de 1940 e 1960, o Sport Clube de Freamunde deu passos importantes para afirmar-se como uma referência no futebol distrital do Porto. Num período marcado pela reconstrução do país após a Segunda Guerra Mundial, o clube destacou-se pelo seu espírito comunitário e dedicação ao desenvolvimento do futebol local. A direção apostou na formação de jovens talentos da região e na construção de uma estrutura organizacional sólida, que permitiu ao clube competir com consistência.
O trabalho árduo refletiu-se em sucessivas boas campanhas nas divisões distritais, culminando na desejada ascensão à Terceira Divisão Nacional. Este feito representou um marco na história do clube, não apenas pelo valor desportivo, mas também pelo simbolismo: o Freamunde deixava de ser apenas um emblema local para passar a fazer parte do panorama competitivo nacional. Este período ficou igualmente marcado pelo reforço da ligação entre o clube e a sua comunidade, consolidando uma identidade única e um sentimento de pertença entre os seus adeptos.
Anos 60-70 – Altos e Baixos
Durante as décadas de 1960 e 1970, o Freamunde viveu momentos de grande instabilidade competitiva, com sucessivas oscilações entre períodos de esperança e fases de adversidade. A manutenção na Terceira Divisão era constantemente colocada à prova, com temporadas em que o clube lutava arduamente para evitar o rebaixamento. Estas dificuldades refletiam-se tanto em campo como fora dele, com recursos financeiros escassos e infraestruturas modestas.
Contudo, foi precisamente nestes anos difíceis que o Freamunde desenvolveu a sua garra e resiliência, características que viriam a tornar-se marcas do clube. Apesar da ausência de títulos ou promoções significativas, esta foi uma era formativa, onde a paixão dos adeptos e a perseverança dos dirigentes mantiveram vivo o sonho de alcançar patamares mais altos.
Anos 70-80 – Afirmar-se no Palco Nacional
No final dos anos 70 e início dos anos 80, o Freamunde começou a consolidar a sua presença nas competições nacionais. A estabilidade alcançada após anos de altos e baixos permitiu ao clube estabelecer-se durante várias épocas na Terceira Divisão. A equipa começou a ser vista como uma adversária competitiva e difícil de bater, fruto de uma política desportiva mais estruturada e de um núcleo de jogadores comprometidos com o projeto.
No entanto, nem tudo foram conquistas. O clube ainda sofreu com descidas pontuais à Divisão de Honra da AF Porto, que, embora difíceis, serviram de alerta e catalisador para mudanças. A paixão inabalável da sua massa adepta continuava a ser uma das maiores forças do clube, tornando o Campo do Carvalhal um verdadeiro bastião de apoio incondicional.
Anos 80-90 – Crescimento e Novas Instalações
A década de 1980 marcou um ponto de viragem. Em 1982/83, o Freamunde alcançou uma das maiores conquistas da sua história até então, ao sagrar-se campeão da II Divisão Zona Norte. Esta vitória representou o regresso ao segundo escalão do futebol português, consolidando o estatuto do clube enquanto potência emergente.
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Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| K. Parks | 1 | 0 |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Leandro Fernandes | 2 | 0 | |
| João Moreira | 20 | 0 | |
| Diogo Casimiro | 19 | 1 | |
| Paulo Sousa | 9 | 0 | |
| Murilo Matos | 0 | 0 | |
| Victor Breno | 4 | 0 | |
| Luís | 6 | 0 | |
| Francisco Carneiro | 9 | 0 | |
| C. Russo | 9 | 1 | |
| Amadeu | 24 | 0 |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Jorge Vilela | 23 | 1 | |
| P. N'Diaye | 6 | 0 | |
| Tomás Oliveira | 12 | 0 | |
| Hilário Neto | 1 | 0 | |
| Pedro Meireles | 1 | 0 | |
| André Cosme | 0 | 0 | |
| Pedro Cardoso | 1 | 0 | |
| Alexandre Sala | 30 | 3 | |
| Tiago Queiróz | 2 | 0 | |
| M. Borja | 5 | 0 |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| Tiago Leão | 22 | 1 | |
| Celso Hadami | 14 | 2 | |
| Bruno Pereira | 2 | 0 | |
| Luizinho Silva | 7 | 3 | |
| Miguel Ângelo | 19 | 0 |