História
Paris Saint-Germain Football Club, comumente referido como Paris Saint-Germain (pronúncia em francês: [paʁi sɛ̃ʒɛʁmɛ̃], ult. ref. "São Germano"), ou simplesmente como PSG, Paris SG ou Paris, é um clube de futebol profissional francês com sede em Paris. O clube compete na Ligue 1, a principal divisão do sistema de ligas da França. O time atua como mandante no estádio Parc des Princes, para quase 50 000 pessoas.
O PSG foi fundado em 12 de agosto de 1970, a partir da fusão entre o Paris Football Club, criado um ano antes, e o Stade Saint-Germain, fundado em 1905. O PSG ganhou seu primeiro grande título, a Copa da França, em 1982 e seu primeiro título da primeira divisão em 1986.
A década de 1990, foi um dos períodos mais bem-sucedidos da história do clube; eles conquistaram um segundo título da liga principal, três copas francesas, duas edições da Copa da Liga Francesa, duas da Supercopa da França e uma Taça dos Vencedores da Copa da UEFA em 1996.
Depois de sofrer um declínio nas receitas durante os anos 2000, o clube teve um renascimento em 2011 com maior apoio financeiro, alcançando um domínio incomparável em competições domésticas, vencendo vários títulos da liga e copas nacionais. O PSG também se tornou um clube recorrente na Liga dos Campeões da UEFA, chegando à sua primeira final na temporada 2019–20, terminando como vice-campeão continental, título que só conquistaria 5 anos depois na temporada 2024–25. Tornou-se, no mesmo ano, na Copa Intercontinental da FIFA de 2025, contra o Flamengo, o primeiro clube francês campeão da Copa Intercontinental da FIFA, depois de 25 anos da criação do torneio, segundo a entidade máxima do futebol, se tornando assim o primeiro clube francês campeão mundial.
O PSG tem o maior número de temporadas consecutivas jogando na primeira divisão da França e é um dos dois clubes franceses a ganhar um grande título europeu. É também o clube de futebol mais popular da França atualmente, dado o recente histórico de conquistas dentro do país, graças ao aporte financeiro que o clube recebe de seu atual dono e um dos times com mais apoiadores no mundo.
Suas cores são as cores tradicionais da cidade de Paris, o azul e o vermelho, e de Saint-Germain, distrito nos arredores de Paris, branco. Seu brasão apresenta a Torre Eiffel e uma flor-de-lis. O Paris tem uma rivalidade de longa data com o Olympique de Marseille, com quem disputa a partida mais notória do futebol francês, o Le Classique.
Nos dias atuais, devido ao seu reconhecimento e riqueza, o clube possuiu jogadores considerados craques do futebol do século XXI em seu elenco, incluindo o zagueiro e um de seus maiores ídolos, Marquinhos, além de Achraf Hakimi, Vitinha e Ousmane Dembélé, atletas que se destacam tanto no cenário nacional quanto nas competições europeias.
Em 2011, a equipe foi comprada pela QSI (Qatar Sports Investment), um fundo de investimentos ligado ao governo do Catar, e seu CEO, Nasser Al-Khelaïfi, tornou-se presidente do clube. Em 2022, o Paris teve a quinta maior receita do mundo do futebol, com uma receita anual de € 654 milhões de euros de acordo com a Deloitte, e em abril de 2023, foi apontado como o sétimo clube de futebol mais valioso do mundo, com o valor de US$ 3,2 bilhões de dólares de acordo com a Forbes.
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Nascimento
O Paris Saint-Germain foi fundado em 12 de agosto de 1970 na sequência de uma iniciativa de vinte mil torcedores de futebol que queriam que Paris tivesse uma grande equipe. A fundação do clube foi feita através de uma parceria entre dois clubes de futebol, o Paris Football Club, fundado em 1969, e Stade Saint-Germain, clube da cidade de Saint-Germain-en-Laye e fundado em 1904, que em 1970 subiu à II Liga Francesa. Na temporada de estreia, o Paris Saint-Germain ganhou o campeonato da II Liga, assim subindo à I Liga francesa. Nessa equipe jogava o português Fernando da Conceição Cruz.
Na sua primeira temporada na I Liga (1971–72), o clube ficou na 16ª posição, numa temporada marcada pelas disputas internas entre jogadores amadores e profissionais. Estes conflitos levaram a uma separação no clube, em maio de 1972, entre o Saint-Germain e os parisienses. Estes últimos juntaram-se ao CA Montreuil e permaneceram na I Liga com o antigo nome de Paris Football Club. Os germanois mantiveram o nome Paris Saint-Germain mas foram relegados, para a III Liga. Em 1973 o clube tornou-se profissional e na temporada 1973–74 subiu à I Liga, na temporada em que o Paris FC desceu para a II Liga. Em 1979, enfrentou o Santa Cruz Futebol Clube que estava em excursão pelo exterior, e a partida terminou em 2x2. Nesta época, seu treinador era Zagallo.
Ao longo dos anos começou a chegar regularmente aos lugares da frente do campeonato. O primeiro troféu chegaria em maio de 1982 com a conquista da Taça da França. O Paris Saint-Germain venceu o Saint-Étienne nessa final repetindo o feito na temporada seguinte, desta vez contra o Nantes. O primeiro campeonato foi ganho na temporada 1985-86, graças a uma equipe com muitas estrelas como Joël Bats, Safet Sušić, Luis Fernández e Dominique Rocheteau.
No ano seguinte ficaram em 7º e 1987-88 ficaram em 15º, a 2 pontos da zona de rebaixamento. O clube estava em crise e os anos 90 estavam vindo.
Melhor temporada
O ano de 1991 foi marcante para o clube, que passou a ser patrocinado pelo canal privado de televisão Canal+, além da administração de Michel Denisot. Foram feitos grandes investimentos na equipe que passou a ser treinada pelo português Artur Jorge, cujo objetivo era a reconquista do campeonato em três anos, o que foi atingido na temporada 1993–94 com jogadores como os brasileiros Raí, Valdo e Ricardo Gomes, o liberiano George Weah e o francês David Ginola. Na Liga dos Campeões da UEFA de 1994–95 ganhou todos os jogos da fase de grupos, e chegando até as semifinais perdendo no agregado por 3 a 0 do Milan e também ganhou uma Copa da França e uma Copa da Liga. Em 1996 o Paris Saint-Germain passou a ser treinado pelo antigo jogador Luis Fernández, jogadores essenciais também saíram, Ginola, George Weah, dentre outros. Mesmo assim conquistou a Taça das Taças, ganhando do Rapid Viena. Em 1996–97 foi vice da Taça das Taças, perdendo para o Barcelona na final. Em 1997–98 ganhou Copa da França, a Copa da Liga e a Supercopa da França.
Do luxo ao lixo
Após a saída do Michel Denisot, Charles Bietry vendeu jogadores essenciais para a era de ouro e investiu em jogadores que não renderam, como Jay-Jay Okocha, que custou 12,40 milhões de euros. Terminaram a temporada 1998–99 em 9º lugar na Ligue 1 e na Taça das Taças foram eliminados por 4 a 3 no agregado para o Maccabi Haifa (Israel).
Após a contratação de Ronaldinho em 2001, na temporada 2002–03 ficaram em 11º lugar e perderam a Copa da França para o Auxerre. Em 2003–04 foram vice da Ligue 1 e campeões da Copa da França. No entanto, após o fim da parceira com o canal+, uma nova crise se instalou.
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Texto da Wikipédia, licença CC BY-SA 4.0
Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| N. Delacroix | 1 | 0 | |
| J. Derache | 0 | 0 | |
| B. Fall | 0 | 0 | |
| L. Gonnet-Léard | 0 | 0 | |
| M. Houngbo Civier | 0 | 0 | |
| B. Sylla | 0 | 0 | |
| I. Touré | 10 | 0 |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| M. Civier | 0 | 0 | |
| B. Djile | 0 | 0 | |
| T. Elana | 0 | 0 | |
| I. Kinunga-Mbala | 10 | 0 | |
| M. Makhloufi | 10 | 0 | |
| B. Mfukumoko | 0 | 0 | |
| J. Mouton | 6 | 0 | |
| M. Nadé | 1 | 0 | |
| M. Nzuzi | 5 | 0 | |
| K. Pedro | 3 | 0 | |
| L. Pétrot | 1 | 0 | |
| F. Sidibé | 0 | 0 | |
| M. Tenniche | 0 | 0 |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| S. Achour | 1 | 0 | |
| M. Amougou | 1 | 0 | |
| L. Aymar | 0 | 0 | |
| S. Cateland | 7 | 0 | |
| N. El Jamali | 3 | 0 | |
| P. Eymard | 1 | 0 | |
| C. Fall | 4 | 0 | |
| L. Fomba | 1 | 0 | |
| L. Gadegbeku | 3 | 0 | |
| A. Gauthier | 3 | 0 | |
| I. Miladinović | 6 | 3 | |
| A. Moueffek | 0 | 0 | |
| L. Mouton | 2 | 0 | |
| M. Ndiaye | 10 | 0 | |
| N. Pierre | 0 | 0 | |
| J. Sahraoui | 9 | 1 |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| M. Agesilas | 10 | 0 | |
| A. Aiki | 6 | 2 | |
| A. Boakye | 1 | 0 | |
| E. Dieye | 5 | 2 | |
| P. Dieye Elhadji | 2 | 0 | |
| K. Kies | 8 | 3 | |
| F. Kone | 0 | 0 | |
| Y. Lhéry | 5 | 0 | |
| E. Mayilla | 7 | 1 | |
| D. N´Guessan | 5 | 2 | |
| J. Othman | 9 | 2 | |
| L. Pama Djobo | 0 | 0 |