História
O FC Spartak Moskva, em russo Футбольный клуб Спартак Москва, normalmente em português Spartak Moscou (português brasileiro) ou Spartak de Moscovo (português europeu) é um clube russo de futebol, sediado na capital Moscou.
Fundado em Krasnaya Presnya, um bairro operário, em uma época na qual o futebol era restrito a certos grupos sociais, o clube viveu na clandestinidade por longos períodos de sua existência, tornando-se um dos nomes mais lendários e populares do futebol da Rússia e um dos clubes de futebol mais importantes no cenário europeu, carregando consigo uma história de luta pela popularização do futebol no mundo. Portador da Ordem de Lênin, 12 vezes campeão da URSS, 10 vezes campeão da Rússia, 10 vezes vencedor da copa da URSS, 4 vezes vencedor da Copa da Rússia, semifinalista das três mais importantes competições da UEFA — Liga Europa, Liga dos Campeões e Taça dos Clubes Vencedores de Taças, a equipe participa da divisão principal do Campeonato Russo.
Apesar de mundialmente conhecida pelo futebol, a sociedade Spartak participa também de mais de 40 modalidades de esporte, destacando-se no basquetebol, com a equipe BC Spartak São Petersburgo e no hóquei no gelo, com a equipe HC Spartak Moscou. O futebol, representado pelo FC Spartak Moscou, é a mais bem sucedida modalidade do grupo.
Apesar das crises que quase o derrubaram, o clube ainda conta com uma grande torcida, considerada a segunda maior da Rússia, atrás apenas da torcida do Zenit São Petersburgo, que há poucos anos era um clube irrelevante, mas que hoje carrega o maior apoio do país após o recente sucesso. O Spartak tem como principal rival o CSKA Moscou, além de ser considerado o maior rival do Zenit pelos torcedores deste time. É zombado dentro da sociedade esportiva russa como a equipe mais azarada do país em competições europeias, devido à ausência de títulos continentais. Após a conquista da Copa da Russia em 2003, ficou 14 anos sem levantar nenhuma taça, jejum que acabou em 2017 após o título do Campeonato Russo. Pela influência que o clube conquistou, os rivais criaram a comunidade Anti-Spartak.
Seu estádio é a Otkrytie Arena,inaugurada em 27 de agosto de 2014, sua construção começou em 2010. Antes não possuía um estádio próprio, mas jogava no Estádio Lujniki (antes denominado Estádio Lênin), no centro de Moscou, palco de importantes vitórias do clube. Os dois estádios receberão jogos da Copa do Mundo de 2018, Moscou é a única sub-sede que terá dois estádios na competição.
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Fundação e Início (1922-1969)
O Spartak foi fundado em 1922, por Nikolai Starostin, e teve diversos nomes, como «Krasnaya Presnya» e «Pischeviki», até 1935, quando seu nome, inspirado em Espártaco, líder de uma revolta de escravos contra o Império Romano, foi definitivamente escolhido.
Tanto o futebol russo como o soviético sempre foram espaços dominados por homens. Jovens trabalhadores, que não tinham acesso aos campos esportivos das elites, jogavam futebol em qualquer espaço que encontrassem, sobretudo nas ruas. Estes jogos eram chamados de “futebol marginal” e foram essenciais para a formação do Spartak. A autonomia e a espontaneidade encontradas naqueles jovens trabalhadores que jogavam nas ruas, e que se tornaram os fundadores do Spartak, são hoje consideradas a verdadeira ideologia do clube. Essas raízes do Spartak influenciaram a identidade destes jovens fundadores do time. Mais tarde, durante o século XX, a enorme legião de fãs do Spartak era formada por trabalhadores que incorporaram uma masculinidade agressiva, indisciplinada e rebelde, diferente e oposta à masculinidade rígida, militarizada e disciplinada demonstrada pelos bem-comportados torcedores do CSKA e do Dínamo. Décadas mais tarde, os torcedores do Spartak se tornariam os primeiros hooligans da União Soviética.
Krasnaya Presnya
Krasnaya Presnya é uma rua no centro de Moscou, e principal via do bairro de Presnya, onde surgiu o Spartak, e cujo nome foi utilizado pelo time antes da definição do nome atual. O bairro se localizava em uma região de trabalhadores braçais, lotada de fábricas, cortiços e favelas, e também cheia de grupos de bandidos que faziam daquela uma área perigosa e violenta. Foi na região de Presnya que os irmãos Starostin cresceram. Alexander, Andrei, Peter e Nikolai Starostin possuíam uma condição social um pouco melhor que a de seus vizinhos, mas se educaram e cresceram nas arriscadas ruas de Presnya, onde o futebol acabava por fornecer uma segura rede social de proteção para os jovens contra um mundo de bebidas, drogas, apostas ilegais e assassinatos.
O Spartak foi desde cedo considerado o clube do povo, em contraste com o CSKA de Moscovo, ligado ao Exército Vermelho, e ao Dínamo de Moscovo, próximo da polícia secreta, chamada na época NKVD. Até certo período, esta relação causava grande constrangimento, visto que muitos temiam participar de uma organização que desafiava as instituições autoritárias da União Soviética.
Em 1936, o clube ganhou pela primeira vez o campeonato da União Soviética, facto que lhe valeu no ano seguinte a distinção com a Ordem de Lênin, a mais alta condecoração do país. Antes da Segunda Guerra Mundial o Spartak ainda ganhou os campeonatos de 1938 e 1939.
Depois do conflito mundial, o Spartak, ainda presidido por Starostin, regressou com força na década de 1950, durante a qual ganhou quatro campeonatos soviéticos. A equipa forneceu ainda dez jogadores à Seleção Soviética que se sagrou campeã olímpica em 1956, em Melbourne. O Spartak contava com atletas como o goleador Nikita Simonyan e Igor Netto, um dos melhores jogadores do futebol na época.
Queda e reinício (1970-1988)
O clube entrou num período de alguma decadência e depois dos títulos nacionais em 1962 e 1969 atravessou uma fase negra, que culminou com a queda à segunda divisão em 1976. Sem nenhum tipo de apoio do regime soviético, o Spartak tornou-se ainda mais popular entre o povo. O ídolo da equipa na altura era Vasiliy Kalinov.
O Spartak permaneceu por um ano na segunda divisão, já que sob a orientação do treinador Konstantin Beskov, que esteve no clube entre 1977 e 1988, rapidamente garantiu o regresso. Logo na temporada de 1978-1979, o Spartak voltou a vencer o campeonato soviético, contando com o contributo de Fyodor Cherenkov, que esteve no clube entre 1977 e 1994. Ao todo representou o clube em 494 jogos, o recorde no Spartak. Na equipa que reconquistou o título em 1979 também alinhava Oleg Romantsev, que representou o clube como jogador entre 1976 e 1983, assim como o guarda-redes Rinat Dasayev, titular entre 1978 e 1988.
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Plantel
| # | Guarda-redes | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 1 | Ilya Pomazun | 2 | 0 |
| 56 | Aleksandr Dovbnya | 0 | 0 |
| 86 | Pavel Egorov | 0 | 0 |
| 98 | Aleksandr Maksimenko | 9 | 0 |
| # | Defesas | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 3 | Christopher Wooh | 7 | 1 |
| 4 | Alexander Djiku | 6 | 0 |
| 6 | Srdjan Babic | 7 | 0 |
| 33 | Victor Parada | 8 | 0 |
| 68 | Ruslan Litvinov | 6 | 0 |
| 71 | Aleksandr Dobroditskiy | 0 | 0 |
| 97 | Daniil Denisov | 9 | 0 |
| # | Médios | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 5 | Esequiel Barco | 6 | 1 |
| 17 | Vladislav Saus | 1 | 0 |
| 18 | Nail Umyarov | 10 | 0 |
| 25 | Danil Prutsev | 10 | 2 |
| 28 | Daniil Zorin | 0 | 0 |
| 35 | Christopher Martins | 2 | 1 |
| 40 | Ivan Sorokin | 2 | 0 |
| 47 | Roman Zobnin | 10 | 1 |
| 83 | Gedson Fernandes | 8 | 1 |
| # | Avançados | Jogos | Golos |
|---|---|---|---|
| 7 | Pablo Solari | 10 | 3 |
| 7 | Anton Zinkovskiy | 0 | 0 |
| 9 | Manfred Ugalde | 10 | 4 |
| 10 | Marquinhos | 10 | 1 |
| 19 | Mirlind Daku | 7 | 3 |
| 24 | Nikita Massalyga | 2 | 1 |
| 27 | Igor Dmitriev | 10 | 0 |
| 62 | Pavel Polekh | 1 | 0 |
| 89 | Viktor Solopov | 0 | 0 |